Certificação do Inmetro para lâmpadas LED: 4 coisas que você precisa saber
Publicado por Sistema MyWay | 05/04/2017

Certificação do Inmetro para lâmpadas LED: 4 coisas que você precisa saber

O mercado atual tem uma forte presença de lâmpadas LED, pela facilidade de instalação e economia que podem gerar. Muita gente inclusive acha que, no futuro, elas poderão substituir completamente os outros tipos de lâmpadas existentes, como fluorescentes, halógenas e incandescentes, por terem também menor impacto ambiental.

Para padronizar e certificar que a qualidade prometida estará nesses modelos, o Inmetro lançou as normas sobre esse produto em 2015. Com isso, os resultados finais poderão ser vistos até o final de 2017, após as adaptações feitas pelos fabricantes.

Veja o que ficou definido pela certificação do Inmetro para lâmpadas LED.

1. Quais modelos a Certificação abrange?

As normas dispostas abrangem os modelos que não precisam de reator ou fonte externa, aqueles que já têm o driver integrado. Modelos tubulares, PAR, AR 111 e GU 10 também entram na lista. Depois dos testes, as marcas que não passarem terão sua venda proibida.

As lâmpadas decorativas, como as fitas de LED e as coloridas, não entram nesses testes. Por esse motivo, podem ser comercializadas sem precisar da certificação do Inmetro.

2. Como será o selo?

Uma vez aprovadas, as lâmpadas LED terão em suas embalagens o selo ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia). Diferentemente dos modelos fluorescentes, elas não terão a escala de eficiência, que vai de A a E.

Esse selo comprova que o modelo passou por todos os testes e será obrigatório nas embalagens. Ele informará a potência (W), eficiência luminosa (Im/W), e o fluxo luminoso (Im), além de conter um número que identifica o registro junto ao OCP (Organismo de Certificação de Produto).

Também deverá estar presente na embalagem a equivalência das lâmpadas LED comparada aos modelos fluorescentes e incandescentes.

3. A potência não será padronizada?

Esse é um assunto curioso relativo à certificação do Inmetro para lâmpadas LED. Isso porque a maioria das pessoas acha que, se existem duas marcas com a mesma potência expressa na embalagem, a eficiência delas será a mesma.

Vale lembrar que cada fornecedor trabalha com materiais e produtos diferentes. Portanto, pode ser que uma lâmpada que tenha uma potência de 25 w seja menos eficiente que uma de 20 w.

Para saber exatamente o que está levando para casa, é importante olhar atentamente o fluxo luminoso e a eficiência luminosa.

4. Como o Inmetro avalia as lâmpadas?

Os laboratórios realizam o teste deixando a lâmpada em funcionamento por horas a fio, avaliando a manutenção mínima de fluxo luminoso.

Dois métodos de ensaio foram definidos pelo Inmetro. No primeiro, o fornecedor deve apresentar um relatório sobre o chip utilizado no LED. Depois disso, o laboratório submete a lâmpada a um teste de 3 mil horas, e ela deve iluminar no mínimo 95,8 do prometido.

No segundo método, o fabricante não fornece o relatório sobre o chip. Nesse caso, os testes têm a duração de seis mil horas, com a luminosidade tendo que ficar em, pelo menos, 91,8 por cento.

A certificação do Inmetro para lâmpadas LED traz ao consumidor a garantia de que ele está adquirindo um produto eficiente e com todas as características prometidas.

E você, usa lâmpadas LED em sua casa? Conte-nos mais nos comentários!